Corais
Os recifes de Corais são de suma importância para a vida no planeta Terra. São animais e não plantas aquáticas.
Os recifes de coral cativam pela sua cor e beleza, mas o que realmente são os recifes de corais e a sua verdadeira importância para a vida marinha são questões menos conhecidas. Vamos começar com uma definição. Como sugere a sua aparência, são animais, não vegetais. A estrutura contém muitas plantas e animais e, portanto, está associada à biodiversidade e à conectividade ecológica. No geral, representa apenas 0,1% da área oceânica, mas abriga aproximadamente 25% da vida marinha. Outra coisa que torna os recifes de coral tão importantes é o fato de que muitas das espécies que habitam seus ambientes estão ameaçadas de extinção e são consideradas endêmicas. Não é de hoje que sabemos que a vasta costa litorania brasileira é berço de diversas espécies marinhas e que a mesma deveria ter u plano mais elaborado de preservação e proteção ambiental. Segundo estudo publicado em 2018, o Brasil conquistou o título de segunda região biogeográfica, com 111 espécies endêmicas de peixes vivendo sob os recifes de coral brasileiros.
A biodiversidade que compõe os corais são derivados por pólipos, que ingloba um ecossistema completo, presentes nele estão as anêmonas, hidras. Que em suma, são animais da classe Anthozoa do filo Cnidaria. Seu corpo consiste em três partes principais. Um tem a boca cercada por tentáculos perfurantes. Corpo cilíndrico feito de mesocola, massa gelatinosa que preenche o espaço entre a epiderme e a pele abdominal dos cnidários. E o esqueleto calcário é composto principalmente por carbonato de cálcio (87%), que é secretado pelos pólipos, e tem como principal função sustentar o coral. É o esqueleto calcário que conecta os pólipos e garante que a colônia funcione como um único indivíduo. Este material, juntamente com algas calcárias, naufrágios e rochas, é uma das principais formações da matriz dos recifes de coral e constitui a base de diversos ecossistemas de recifes de coral.~~
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| Cnidarios |
A riqueza de formas e cores também é uma das principais características dos corais, que preferem associar-se a outros grupos de organismos, como peixes e crustáceos. No entanto, a maioria dos pólipos de coral são translúcidos. Portanto, sua cor é resultado de sua interação com microalgas chamadas zooxantelas. Estas algas unicelulares também fornecem parte do alimento (produzido através da fotossíntese) aos corais e ajudam a satisfazer as suas necessidades nutricionais, ao mesmo tempo que fornecem abrigo e protecção às zooxantelas, uma relação chamada simbiose. Além dos açúcares fornecidos pelas zooxantelas, os corais também se alimentam de zooplâncton e pequenos peixes.
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| Pólipo |
Os corais podem se reproduzir sexualmente ou assexuadamente. No primeiro caso, os corais produzem espermatozoides e óvulos simultaneamente (ou seja, produção de dois gametas pelo mesmo coral) ou alternadamente (ou seja, produção de apenas um tipo de gameta por cada coral) e os transportam para a coluna de água. A fertilização produz larvas de coral que se instalam no substrato, transformam-se em novos pólipos de coral e passam por sucessivas divisões para formar novas colônias. A reprodução assexuada ocorre por dois mecanismos principais: germinação do pólipo dos pais ou fragmentação da colônia (isso ocorre mais comumente após destruição por tempestades ou barcos de pesca). Em ambos os casos, o novo coral é um clone da colónia parental.
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| Sistema reprodutivo dos corais Fonte:Hi7.com |
As principais ameaças ao recife de corais, são as exposições as ações humanas e variedade de impactos antropogénicos, incluindo alterações climáticas e predação. Esses animais são sensíveis a aumentos bruscos de temperatura e, quando estressados, expelem zooxantelas de seus pólipos, causando branqueamento e, em casos mais graves, morte. A acidificação dos oceanos também representa uma ameaça imediata para estes animais porque reduz a disponibilidade de carbonato de cálcio na água, o principal componente dos esqueletos calcários dos corais. As práticas de pesca destrutivas, caracterizadas pela utilização de redes de fundo rebocadas por barcos a motor e pela utilização de explosivos, também têm um impacto negativo nos corais, reduzindo a complexidade dos ecossistemas recifais e, por sua vez, a biodiversidade local. E a pergunta, na qual, você já conhece a resposta é! Como evitar e acabar com branqueamento e a morte dos recifes de corais? Pense, reflita e faça sua parte.
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| Exemplo de coral saudável e morto |
Quer se apronfundar mais? Acesse o link a seguir PoriferoseCnidarios





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